Para quem é produtor de leite , manter a saúde do rebanho é uma das maiores preocupações. Isso porque bovinos saudáveis produzem leite de qualidade. Entretanto, algumas doenças podem tirar o sono do produtor e impactar economicamente o resultado em suas fazendas. Uma delas é a mastite bovina.
Ter leite de boa qualidade requer cuidados específicos, especialmente porque suas características biológicas, físicas e químicas são modificadas com facilidade. Isso acontece devido à atuação de microrganismos e também pela maneira inadequada como esse leite é manipulado.
Se não for bem manuseado, o leite pode servir como veículo para transmissão de doenças perigosas. E como forma de garantir que o leite seja de boa qualidade, realizar um diagnóstico e análises de controle de qualidade são indispensáveis. Não somente para manter o padrão de qualidade do produto que chega à mesa do consumidor, como do produto que é comercializado como matéria prima para as indústrias.
Mas, o que é a mastite bovina? Como proceder com o tratamento? Como ter um leite de qualidade? Essas e outras dúvidas serão esclarecidas neste artigo. Então, continuem acompanhando e boa leitura!
A mastite bovina é caracterizada por uma inflamação na glândula mamária da vaca, e ademais, trata-se de uma doença muito comum no gado leiteiro, que evolui por meio desse processo inflamatório que os microrganismos promovem (como fungos, bactérias, leveduras ou vírus); sendo as bactérias invasivas os patógenos mais comuns das mastites.
Dessa forma, o leite passa a apresentar mudanças na coloração e na consistência. Além disso, ocorre o aumento do número de leucócitos, o que compromete a produção de leite do animal, impactando também na economia do segmento. Outros fatores também podem contribuir para o surgimento da doença, só para ilustrar: estresse, ferimentos físicos que possam causar inflamações da glândula mamária, agressões químicas. E até a relação com o ambiente.
Para os produtores de leite, aponta-se a mastite como a doença que mais afeta os rebanhos leiteiros. Além disso, causa imensos prejuízos econômicos, tanto para os criadores de gado leiteiro como para a indústria de laticínios.
Mesmo sabendo que a mastite bovina tem cura, além disso, que seu tratamento é feito por meio de antibióticos, não devemos desconsiderar que esses componentes estarão presentes no leite. Contudo, devemos destacar que existe uma grande pressão da sociedade para melhorar a qualidade dos alimentos. E isso inclui produtos sem antibióticos e resíduos de outros medicamentos, além da busca por tratamentos mais naturais. Para reduzir o uso de antibióticos em animais leiteiros, existem duas formas: a primeira delas é na maneira que o tratamento dos animais com mastite é feito, e a segunda diz respeito à terapia para as vacas secas.
A primeira maneira de reduzir o uso de antibióticos está ligada ao tratamento que as vacas com mastite recebem. Mas, como saber se uma vaca está infectada? O primeiro passo é usar a contagem de células somáticas (CCS) e, além disso, avaliar o histórico desse animal. Saber há quanto tempo a CCS está alta ajuda a descobrir qual tipo de bactéria está causando a infecção.
Dentre as bactérias mais contagiosas, destaca-se a Streptococcus agalactiae (gram-positiva) e Staphylococcus aureus; as infecções com maiores valores de CCS estão relacionadas a essas bactérias. O aumento da CCS também tem relação com o número de lactações. Mas também há correlações entre a ordem do parto e o valor de contagem de células somáticas dos animais com e sem infecções.
A presença de altas CCS no tanque ou no rebanho significa que a composição do leite está sendo afetada e que o tempo de vida desse produto, ou derivados, está reduzido. A mastite subclínica provoca a redução da síntese de proteínas, como a caseína, que são importantes para a fabricação de alimentos, como o queijo. Segundo a Instrução Normativa Nº77/2018, em relação à identidade e qualidade, a contagem bacteriana máxima é de 300 mil unidades/ml e 500 mil células somáticas/ml, no caso do leite cru refrigerado.
Identificar quando as vacas estão infectadas requer o registro preciso de casos clínicos e subclínicos, bem como escores de gravidade. As infecções por gram-positivas são geralmente subclínicas por um longo período e portanto, é necessário tratamento intramamário com antibióticos.
Já para a mastite causada por patógenos gram-negativos, em geral, são subclínicas por um período mais curto, e há casos em que o próprio sistema imunológico da vaca consegue combater o patógeno, portanto, o tratamento com antibióticos pode não ser necessário. Vacas com mastites crônicas possuem baixa probabilidade de serem curadas com antibióticos.
A segunda maneira de reduzir o uso de antibiótico intramamário no controle da mastite é através da terapia para vaca seca. O intuito é eliminar as infecções existentes e de prevenir novas infecções durante o período seco, que contribuem significativamente para o aumento no número de quartos infectados na próxima lactação e que irão provocar uma redução da produção de leite.
A terapia da vaca seca ocorre por meio da infusão intramamária de antibiótico de longa ação específico para esse fim, em cada quarto mamário, após a última ordenha antes da secagem. Isso garante o aumento da taxa de cura, em relação aos tratamentos realizados durante a lactação, e também a redução dos custos, uma vez que não há descarte de leite com resíduos de antibióticos.
Para que se tenha bons resultados sem resíduos de antibióticos no leite, é preciso respeitar o período seco de, pelo menos, 60 dias, ou mais tempo de acordo com a bula de cada medicamento. Em casos de infecções crônicas, a terapia da vaca seca nem sempre irá funcionar. Nesse caso, é necessário realizar os procedimentos de forma adequada para evitar novas infecções.
A terapia seletiva consiste na aplicação do tratamento em apenas algumas vacas secas ou quartos mamários, tendo como base a cultura microbiológica ou CCS. Através da realização dessa cultura do leite, é possível selecionar quais animais devem receber o tratamento na secagem. Mas também quais podem ser tratados somente com o selante de tetos.
Para saber se os animais estão prontos para receber essa prática, deve-se revisar o histórico de CCS do tanque do seu rebanho. Os rebanhos com CCS de tanque acima de 250.000 células/mL não devem sequer considerar a terapia seletiva de vaca seca. Esses níveis são um indicador de que uma porção considerável de vacas está afetada por mastite subclínica, cabendo a identificação dos animais efetivamente contaminados, para permitir a tomada de decisão adequada sobre a estratégia do tratamento.
Para descobrir o que está acontecendo com o úbere é preciso realizar uma análise das células somáticas e uma cultura de leite da vaca afetada. Estima-se que cerca de um terço dos resultados da cultura retornará como sem crescimento.
A contagem das células somáticas do leite acima de 250 mil células por ml é um indicativo de mastite subclínica e deve ser investigado pelo veterinário responsável pelo rebanho. Já os resultados da cultura se dividem entre bactérias gram-positivas e gram-negativas. De 85% a 90% das infecções gram-negativas retornarão à normalidade no sétimo dia. Os casos gram-positivos são, em sua maioria, aqueles que precisam de tratamento.
Para que a utilização da cultura de leite tenha sucesso é preciso conhecer a classificação da mastite clínica e seu grau de gravidade, que pode ser leve, moderado ou agudo.
Leve: nesse estágio, dentre os sinais apresentados na alteração do leite, é possível notar grumos e traços de sangue, podendo ocorrer em qualquer fase da lactação;
Moderado: nota-se sinais mais marcantes, como inchaço, regiões vermelhas, endurecimento e edemas em um ou mais tetos. Essas características também podem surgir em qualquer etapa da lactação;
Agudo: percebe-se todas as características presentes nos níveis leve e moderado, além de outros sinais clínicos, como febre, pulsação fraca, olhos fundos, fraqueza e anorexia. Essas manifestações da mastite clínica ocorrem durante o pós-parto e segue até o pico da lactação. Ao atingir esse grau da doença, o animal pode chegar à morte se não for tratado a tempo.
Se o caso de mastite se classificar como leve ou moderado, coleta-se uma amostra de leite para realização da cultura microbiológica. E não se aplica nenhum antibiótico até que se obtenha o resultado, que é concluído em até 36 horas.
Já se o caso de mastite se classificar como agudo, trata-se de animal com protocolo específico para casos de mastite aguda.
A realização de uma cultura microbiológica bem sucedida inicia-se com a coleta de leite, do quarto mamário com mastite, antes da ordenha, de forma asséptica. Para isso, são necessários frascos estéreis, algodão ou papel e álcool 70% para desinfecção dos tetos.
A cultura microbiológica do leite coletado do quarto mamário pode apresentar crescimento de um ou dois agentes causadores de mastite. Se houver o crescimento de três tipos de microrganismos, a amostra deve ser considerada contaminada e descartada.
Os principais objetivos para se tratar a mastite é prevenir a doença sistêmica, o rápido retorno da vaca para a ordenha e a produção de leite de boa qualidade e comercializável. Mas, para que se tenha um protocolo de tratamento efetivo, deve-se avaliar os fatores de risco, como idade e histórico de mastite da vaca, conhecimento do provável patógeno, o resultado da cultura e as pontuações do CCS.
Com esses dados em mãos, é possível avaliar qual antibiótico administrar nas vacas em lactação, mas também naquelas que estão quase secas. Contudo, deve-se considerar que os medicamentos raramente são úteis em vacas com o seguinte histórico:
Se as vacas não atenderem a esses critérios e uma cultura mostrar que a infecção vai se curar com antibioticoterapia, deve-se decidir qual antibiótico administrar.
O uso inadequado de antibióticos e desinfetantes pode promover a resistência das bactérias às substâncias usadas no controle da mastite. Por isso, adotar melhorias na higiene dos animais, alimentação, controle de moscas e conforto animal até o parto pode garantir a prevenção da mastite em novilhas.
A administração de antibiótico durante o pré-parto em novilhas até tem recomendação, mas apresenta solução apenas a curto prazo. E só é possível usá-lo mediante acompanhamento do médico veterinário.
Dessa forma, orienta-se que se administre o primeiro medicamento até os dois anos de idade, uma vez que as novilhas mais velhas estão propensas a contrair infecções nas glândulas mamárias. Além disso, a quantidade de células somáticas no leite aumenta à medida que a lactação avança do meio para o fim.
Apesar das perdas serem maiores em caso de mastite clínica, a prevenção e o controle da mastite subclínica merecem uma atenção especial dos produtores de leite. Mesmo não sendo tão evidente, é possível notar altas que resultam em grandes prejuízos para o sistema de produção.
A transmissão da mastite acontece, em geral, pela deficiência de equipamentos de ordenha, além de fontes de infecção, como mãos sujas ou o contato da pele com o teto. Sendo assim, deve-se manter o pavimento e o local da ordenha com piso limpo, bem como realizar a limpeza do teto antes e após a ordenha do animal, assim como a identificação da mastite subclínica e terapia da vaca seca para reduzir o domínio de mastite.
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