A mastite bovina caracteriza-se como a doença que mais acomete o gado e interfere na produção leiteira.
As bactérias causadoras dessa doença são responsáveis por alterar a qualidade do leite ao modificar a composição dele e, por consequência, interferem no negócio em torno da indústria do leite e seus derivados.
Por essa razão, a prevenção e o combate à mastite devem ser expressivos, de forma a evitar ou tratar a doença da maneira mais rápida possível, a fim de diminuir os seus impactos no o rebanho.
Nesse sentido, um aspecto que auxilia bastante no combate à mastite bovina são os diagnósticos precoces. Isso ocorre pois a partir dos métodos de diagnóstico de mastite, é possível identificar a causa da doença e escolher as melhores medidas de tratamento, assim como a aplicação de antibióticos corretos para a cura dos animais, eliminando os patógenos.
Nesse artigo, será feita uma comparação de métodos de diagnóstico de mastite com a finalidade de fornecer o conhecimento para os produtores de leite que se preocupam com o seu gado.
Por isso, se você deseja entender um pouco mais sobre a doença, os benefícios de um diagnóstico assertivo e comparar os métodos para identificar a mastite, não deixe de conferir essa leitura.
A mastite pode ser clínica ou subclínica, com sintomas aparentes ou não. Essa inflamação das glândulas incide diretamente na sanidade das vacas e na produção de leite das mesmas. Veja abaixo sobre os dois tipos de mastite:
Essa mastite é menos comum do que a mastite subclínica. Ela acomete as vacas e inutiliza o leite, pois o leite é contaminado com sangue e pus derivados da infecção.
Além disso, outros sintomas são aparentes no próprio animal, como aumento da temperatura, mudança de comportamento e vermelhidão no úbere.
Apesar de não se poder utilizar o leite quando uma vaca ou rebanho apresentam essa mastite, devido ao fato das alterações no leite tornarem o consumo prejudicial, o tratamento pode ser mais rápido.
Diferentemente da primeira mastite, esse tipo da doença requer uma atenção maior justamente por não apresentar sintomas aparentes. Vermelhidão, mudança de comportamento e outros sintomas apresentados na mastite clínica não ocorrem na subclínica.
Na realidade, o único aspecto visível que introduz a possibilidade de mastite subclínica é a atenção para a quantidade de leite fornecido.
Isso ocorre pois, muito embora esse tipo de mastite não polua o leite com sangue ou pus, ela afeta diretamente a produção de leite, que apresenta um alto nível de células somáticas. O nível dessas células é o principal indicador da doença e, por isso, o teste feito para identificá-la chama-se CCS: teste de Contagem de Células Somáticas.
Quando uma vaca adquire a infecção, os nutrientes que antes iam do sangue ao leite, agora são destinados para o combate à mastite. Além disso, o sistema de defesa dos animais realiza a fagocitose das bactérias, que modifica a composição do leite, processo que afeta principalmente o nível de proteínas do mesmo devido à presença de proteases.
Isso causa um impacto não apenas na qualidade do líquido, mas também de seus derivados. O queijo é um derivado do leite que tem um importante papel da caseína (principal proteína do leite), que é desnaturada e solidificada durante o processo de fermentação.
Além da qualidade, a mastite afeta a quantidade de leite produzido pelos animais. Nesse contexto, quando uma vaca se contamina com a doença, o nível de leite pode não ser tão afetado. Entretanto, pensando em toda a cadeia de vacas, se não ocorrer o tratamento da mastite, os demais animais do rebanho vão se contagiar, e assim, o produtor de leite pode ter uma perda significativa do seu produto, chegando a cerca de 10%. Ao final da lactação, 10% da produção pode sair bastante caro dentro da indústria leiteira, não é verdade?
Como se a qualidade e quantidade da produção de leite já não fossem impactos o suficiente para o dono do rebanho, ainda há a preocupação em torno da saúde das vacas. Se não ocorrer um tratamento em tempo e de maneira adequada, a mastite pode levar à morte dos animais.
Por isso, faz-se imprescindível o olhar atento e de supervisão sobre as vacas e o leite. Além disso, a prevenção deve ser feita em todo o manejo com higienização das vacas e também dos espaços de convivência delas, medidas fundamentais para evitar a mastite contagiosa.
Como visto, a mastite clínica apresenta sintomas, e por essa razão, basta conhecer e estar atento aos sinais que fazem referência à doença. Também é possível utilizar uma peneira para identificar possíveis gomos ou pus que se formam nos primeiros jatos de leite ou utilizar um recipiente com fundo preto para visualizar melhor o aspecto do líquido.
No caso da mastite subclínica, entretanto, já não é tão fácil identificá-la. Para isso, é necessário aplicar testes para identificar a doença por meio da contagem de células somáticas. Os métodos de diagnóstico da mastite subclínica demandam exames microbiológicos, métodos químicos indiretos utilizando reagentes e a contagem de células somáticas do leite dos quartos mamários individuais ou do rebanho.
Algumas possibilidades de testes para o diagnóstico da mastite são: o teste de Mastite Califórnia (CMT, na sigla em inglês), Wisconsin Mastitis Test (WMT), o Somaticell CCS e a contagem eletrônica de células somáticas. Nos tópicos seguintes, será possível conhecer um pouco mais sobre alguns desses testes visando uma comparação sobre eles e o diagnóstico fornecido.
Esse teste é bem prático e pode ser feito no próprio espaço de ordenha por um profissional devidamente capacitado. O CMT utiliza de um reagente para identificar o resultado. A partir da observação, após o encontro e mistura de leite e reagente e o tempo correto de espera, pode-se inferir se a vaca está com inflamação ou não. A reação entre o reagente e o material genético das células somáticas presentes no leite formará um gel e a concentração dessa reação é proporcional ao número de células somáticas. Apesar de ser um teste muito empregado devido ao seu baixo custo e rápido resultado, o CMT fornece informações subjetivas e em alguns testes é possível que o resultado apresente falso-negativos ou falso-positivos, configurando-se como não tão seguro.
Decerto, esse é o teste mais utilizado, e também o mais assertivo no processo de identificação da mastite. Além de indicar o número de células somáticas a fim de identificar a doença subclínica, o teste CCS também infere sobre a qualidade higiênica do leite. E é possível utilizá-lo como base de controle de sanidade do seu rebanho. Ele pode ser feito através de análises microscópicas ou testes mais modernos e práticos, como o teste de CCS da Somaticell.
Esse teste oferece um resultado assertivo, pois a mastite incide diretamente no aumento das células somáticas do leite. Isso ocorre porque existe uma evasão maior dos leucócitos do sangue das vacas para as glândulas mamárias, além das células derivadas da descamação do epitélio glandular também contribuírem com esse aumento.
Ao realizar uma análise é possível identificar algumas vantagens do método de contagem de CCS com relação ao CMT e ao WMT. Entre elas, está o fato de que a CCS não apresenta a subjetividade do CMT. A CCS pode ser feita através da contagem eletrônica em laboratório, para isso a amostra deve ser mantida refrigerada durante todo o tempo de chegada ao laboratório até onde será realizada a análise.
O Somaticell CCS é um teste rápido que pode ser feito em campo, ao pé da vaca ou do tanque, sem necessidade de refrigeração ou transporte da amostra, e ainda com precisão de 97% na contagem de células somáticas em relação à contagem eletrônica, fornecendo um resultado preciso e rápido, em milhares de células somáticas por mL de leite.
Evitar e combater a mastite precisam ser os pilares do planejamento do produtor. Isso porque ela é uma doença frequente e prejudicial tanto para a sanidade do rebanho quanto para o âmbito financeiro de um líder de pecuária. Em casos graves, é possível que o empresário venha a perder algumas vacas do seu gado se o diagnóstico e tratamento não forem corretos e eficazes.
Por essa razão, nem sempre optar por um método de diagnóstico menos custoso para mastite é realmente mais vantajoso. Na realidade, quanto mais assertivo for o teste, melhor pode ser o tratamento fornecido com as informações corretas para cuidar do seu gado. Afinal, testes de diagnósticos de mastite, como a contagem de células somáticas, são investimentos!
Como visto no tópico anterior, tudo o que envolve uma boa rotina e qualidade de vida para o seu rebanho deve ser visto como parte do processo de condução da pecuária e também como um investimento. Pois, em suma, no final da lactação e venda do leite e seus derivados, o retorno é garantido se o leite for de qualidade e maior quantidade.
Como visto, o teste CCS é a melhor opção para o diagnóstico de mastite subclínica no seu gado. Apesar de o CMT ser o mais barato de todos, não significa que você não pode ter custo-benefício ao optar pelo teste de contagem de células somáticas. Isso porque a Somaticell, uma empresa com mais de 30 anos de experiência em segurança alimentar, preparou um teste acessível, prático e eficiente para você.
O teste Somaticell CCS é feito com o intuito de entregar, de maneira segura, o resultado que o gestor da pecuária precisa para cuidar do seu rebanho.
O teste da Somaticell é moderno, rápido e com resultados numéricos com correlação de 97% com a contagem eletrônica de células somáticas. Ele foi feito para entregar os resultados em menos de 3 minutos. É possível aplicar o teste no campo com o desempenho comparável ao da contagem eletrônica feita em laboratórios. Com isso, o teste oferece praticidade e versatilidade. Ele otimiza o tempo e o dinheiro do produtor. E assim, acelera o processo de cura dos animais, bem como indica o grau de qualidade do leite.
A Somaticell oferece duas opções de kit de testes CCS para o diagnóstico de mastite bovina, um kit com 20 unidades e outro com 100 unidades. Entre em contato e solicite um orçamento!
No kit dos testes Somaticell vão os seguintes itens:
Com esses componentes o produtor consegue fazer todo o processo até o diagnóstico.
E aí, gostou das informações? Disponibilizamos muitos conteúdos no nosso blog, para você aprender mais sobre a saúde do seu rebanho.
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