O controle de qualidade é uma questão que está sendo levada a sério nos mais diversos segmentos da indústria em escala mundial. Em especial, na área de alimentos. Desse modo, as indústrias voltadas para os laticínios estão de olhos abertos para a detecção de qualquer tipo de fraude no leite ou vestígio de uma qualidade inferior.
Tendo em vista que os prejuízos são os mais diversos, esses produtores lácticos buscam reduzir a incidência de produtos alterados. Dessa forma, são utilizados métodos analíticos para a detecção de falhas.
Assim, aplicam-se técnicas que unem conhecimentos químicos e biológicos sobre a composição do leite e seus derivados. Vale salientar que as fraudes atingem os mais diversos níveis de uma indústria, ou seja, desde a redução de rendimento e redução do valor nutricional, até mesmo consequências ruins para a saúde pública.
Em especial no cenário brasileiro, é notório a preocupação com as fraudes. Isso porque, na última década, o país tornou-se um dos protagonistas da produção de leite com produção de 35,1 bilhões de litros em 2017.
Esse rápido desenvolvimento também abriu brechas para produtores com más intenções lucrarem mais com os produtos lácteos.
Entre 2007 e 2018, o leite foi o alimento mais fraudado no país, chegando a ocupar uma taxa de 38%, dentro dos alimentos adulterados.
Dentre os métodos mais utilizados, podemos citar que a fraude através da adição do soro de queijo é uma das campeãs de adulteração.
Tendo em vista esses números, nesse artigo abordaremos os seguintes tópicos:
Acompanhe a leitura!
Em primeiro lugar, a adulteração de leite tem como principal objetivo aumentar o volume desse produto para render mais.
Outra situação comum era o desnate para utilizar a nata na produção de creme de leite.
Com o passar dos anos, foram descobertas novas formas de adulteração, como a adição de soro, conservantes, neutralizantes e reconstituintes da densidade e crioscopia.
De acordo com a legislação brasileira, a fraude no leite pode ser qualquer atitude que se tome sobre o produto que torne o leite de baixa qualidade e que traga consequências ruins para o consumidor.
Ou seja, no Brasil, pode configurar-se como fraude:
Existem dois grandes porquês do repasse do leite com alterações: para o ganho financeiro ou devido a condições inapropriadas de higiene de toda a cadeia de produção do leite.
Isso pode se dar por adição ou remoção de substâncias próprias ou estranhas ao leite.
Não há como falar sobre fraude no leite sem citar essas situações. Por isso, colocaremos aqui as principais formas de adulteração.
Em seguida, focaremos na questão relacionada às fraudes por adição do soro de queijo, nossa pauta principal neste artigo.
Na indústria alimentícia, os conservantes são pioneiros para evitar a degradação dos produtos, entretanto eles não devem ser adicionados no leite.
Por isso, é considerado como fraude a adição de bicarbonatos, formol, ácido bórico, peróxido de hidrogênio, bicromato de potássio, hipoclorito e ácido salicílico.
Essas substâncias têm como objetivo paralisar a atividade microbiana e manter o leite em seu estado original.
Em muitos dos nossos artigos sempre focamos em como o uso dos antibióticos pode alterar a composição do leite.
Em especial, chegamos a um ponto crucial: de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, não há permissão de envio de leite a estabelecimento industrial de animais que estão sob uso de antibióticos que têm sua eliminação pelo leite.
A recomendação é que esses animais estejam afastados da produção até que haja o descontínuo do uso das medicações veterinárias e terminado o tempo de carência previsto em bula quando seguidas todas as orientações prescritas por médico veterinário.
Essa é uma forma de assegurar que os resíduos da droga não sejam superiores aos níveis fixados nas normas.
Entretanto, nem todos os produtores respeitam as recomendações.
Então, quando é feita a análise através de métodos analíticos e é encontrado no leite resíduo de algum antibiótico, o leite é considerado adulterado e impróprio para industrialização, portanto deve ser descartado.
Outro problema bem comum é a mistura ilegal de leite mais barato em leites mais caros.
Essas situações ocorrem principalmente no leite de cabra, ovelha e búfala.
Esses animais têm produtos mais caros, e então existem produtores que misturam o leite de vaca com o leite desses animais.
Nas embalagens é possível encontrar a composição do leite, lote, validade, e muitas outras informações referentes às características deste produto.
Mas você sabia que a rotulagem enganosa existe?
Existe no Brasil produtores que colocam nas embalagens alegações falsas, omitem ingredientes adicionados ou alteram informações sobre peso líquido.
Quando existem falhas no controle da temperatura e da refrigeração do leite após a ordenha, é possível que a pasteurização seja ineficiente.
Essa atividade tem como fim eliminar microrganismos patogênicos que possam contaminar o leite.
Assim, a pasteurização incorreta acarreta em prejuízos à população, visto a exposição do consumidor a microrganismos patogênicos, podendo ser considerada como fraude.
Como descrito no tópico sobre a adição de água, a adição de soro de queijo tem como intuito aumentar o volume do leite.
Esse tipo de prática é ilegal tanto no Brasil quanto em países desenvolvidos quando se trata do repasse do leite como integral.
Permite-se a adição do soro de queijo para a produção de bebida láctea, o que não é leite.
Dessa forma, considera-se fraude a adição de soro de queijo ao leite pasteurizado, esterilizado ou em pó.
A grande preocupação que ocorre é devido à alta disponibilidade desse subproduto nas produtoras de queijo e derivados lácteos que passam por processo de dessoramento. Por isso existiria um custo quase zero, sendo bastante atrativo.
Para aqueles que visam lucro ao invés do correto seguimento das normas de controle da qualidade do leite cru é possível que este produtor adicione ao leite o soro do queijo.
Entretanto, a adição de soro de queijo ao leite pode ser bastante prejudicial para os consumidores.
Dessa forma, aquele que compra o produto como “puro” estará sendo enganado, porque em casos de consumo prolongado, isso gerará desnutrição, principalmente em lactentes.
Então o uso do soro é proibido de qualquer forma? A resposta é não! Na verdade, existem diversos produtos legais que utilizam esse subproduto.
Entre eles, temos os fermentados e achocolatados, que têm o soro de leite como ingrediente comum.
Impactos na fraude do leite
Até aqui, vimos as formas de fraudar o leite. Agora vamos as consequências reais para os consumidores quando ocorre a fraude do leite:
Redução da qualidade e segurança dos alimentos
Tendo em vista que a fraude do leite pode ter a adição de contaminantes químicos não tradicionais, essas práticas podem aumentar os riscos relacionados à segurança de alimentos.
Essas substâncias nocivas juntamente com condições de sanitização, bem como higienização precárias, podem acarretar em produtos com qualidade e segurança duvidosa.
Redução do valor nutricional
Mesmo que a adulteração seja feita com a adição de uma substância inofensiva, como água, amido ou soro do queijo, o valor nutricional do leite vai mudar.
Então valores de gordura por exemplo podem ser reduzidos quando ocorre o desnate ilegal.
Por isso, pessoas que dependem dos lipídios do leite podem não estar consumindo os valores adequados para a sua nutrição.
Sem dúvidas, a adição de adulterantes no leite pode gerar diversas consequências à saúde do consumidor.
Vejamos algumas consequências:
As formas de detecção de fraude no leite são as mais diversas e ocorrem em laboratório.
Através de técnicas analíticas, é possível fazer a avaliação de diversos parâmetros para tirar conclusões acerca da composição do leite.
Separamos aqui os principais métodos de análise:
Para a verificação da acidez do leite, que tem os seus próprios valores de pH normal quando não possui adulterações, é possível tirar conclusões através da prova do álcool e alizarol.
Outra forma é através da testagem feita pelo método Dornic. Nela, avalia-se a acidez pela presença do ácido láctico que aumenta a partir da degradação de lactose na proliferação microbiana.
Para verificar a presença de água, desnatação ou adição de amidos, é possível fazer o procedimento com o termolactodensímetro.
Outra forma de detectar água no leite é a análise da depressão do ponto de congelamento ou crioscopia.
Mesmo os casos com quantidades pequenas de água adicionadas, são possíveis de se detectar com essa técnica.
As técnicas cromatográficas são amplamente utilizadas em bancada, tendo em vista a sua eficiência. Através dela, é possível separar e identificar componentes de uma mistura.
Ou seja, análises com cromatografia líquida de alta eficiência e cromatografia gasosa podem avaliar a presença de conservantes de alimentos, adição de soro e de gorduras estranhas em laticínios.
Quando há a suspeita da mistura de leite de diferentes espécies animais, utiliza-se um método de análise de DNA muito clássica, o PCR (Polymerase Chain Reaction).
Através da identificação molecular, é possível distinguir os tipos de leite presente, seja ele de vaca, ovelha, cabra ou búfala.
Para essa mesma finalidade, ainda é possível utilizar o ensaio imuno enzimático (ELISA), eletroforese em gel de poliacrilamida (PAGE) e ionização /dessorção a laser assistida por matriz (MALDI).
Sem dúvidas, o melhor método para se proteger é a análise de amostras em bancada.
Em tempos em que existem tantas situações de fraude, confiar somente na palavra do outro pode ser um erro.
Vimos resumidamente como detectar fraude por diversos tipos de adulteração, então, agora vamos entender com mais detalhe quando se trata de fraude por adição de soro de queijo.
Bem, o método analítico mais utilizado é através da determinação de glicomacropeptídeo (GMP). Essa técnica resulta na quebra da ligação peptídica da k-caseína entre os aminoácidos 105-106 Phe-Met. Desta cisão forma-se a para-k caseína (1-105) que permanece nas micelas de caseína e o glicomacropeptídeo (106-169) que fica no soro.
As técnicas de cromatografia também podem ser bastante eficientes para a detecção de soro de queijo no leite. No método do tipo HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência) é possível identificar a presença de soro de queijo no leite.
Sabendo que os resultados devem ser os mais assertivos possível, é necessário confiar nas suas análises em quem tem experiência, bem como autoridade na área.
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Através das informações vistas neste artigo, fica claro que a mastite é uma doença que compromete muito a saúde das vacas leiteiras e, com isso, a saúde do negócio.
Por isso, a produção do leite pode ser desafiadora, mas, quando tem uma boa condução, pode ser lucrativa e satisfatória para o agroprodutor.
Entretanto, é preciso estar atento, em primeiro lugar, às formas de prevenção. Elas serão essenciais para manter a produção com um padrão de qualidade, sem prejuízos e sem comprometer a imagem do negócio.
Assim, investir em pequenas mudanças, muitas vezes podem parecer um custo, quando na verdade são formas de poupar gastos desnecessários com mudanças repentinas, veterinários, descarte de leite e de vacas da produção.
Portanto, utilize essas dicas a seu favor. Monitore sua fazenda e seus animais produtores, fazendo sempre uma inspeção de qualidade e higiene nos ambientes.
Também não se esqueça de testar o rebanho com frequência. Lembre-se que o caso que mais provoca prejuízo no rebanho é a mastite subclínica. Já que não demonstra sintomas, mas pode facilmente se espalhar e reduzir a produção.
Dessa forma, busque métodos práticos, eficientes e que atendam a necessidade de um diagnóstico rápido para decisões assertivas e ágeis, como o Somaticell CCS, que em menos de 3 minutos te dará a contagem de células somáticas do leite com resultado numérico e assertivo, podendo ser feito com leite do tanque, CCS individual ou ainda CCS por teto.
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